O sistema de arrefecimento do motor tem como finalidade controlar a temperatura máxima e mínima do trabalho do motor (90°C a 120°C) para que o veículo tenha um melhor rendimento e o menor índice de emissões de poluentes.

O sistema é composto por radiador, válvula termostática, reservatório de expansão, Válvula de vácuo, válvula de pressurização, fluído de arrefecimento, bomba d’água, eletro-ventilador e sensor de temperatura do motor.

A bomba d’água pode ser acionada pelo motor através de uma correia para fazer a circulação da água entre o motor e o radiador para efetuar a troca de calor. A válvula termostática retém a circulação da água até que o motor atinja a temperatura ideal de trabalho (90°C), após isso ela se abre permitindo a circulação da água do motor para a colmeia do radiador onde o ar circulante retira parte do calor mantendo a temperatura ideal de trabalho do motor.

Alguns motores modernos possuem duas válvulas termostáticas, uma na entrada da água do motor e outra na saída da água quente do motor garantindo a melhor uniformidade da temperatura, e assim quando a água do radiador esfriar não vai se misturar com a água quente do motor.

O fluído do sistema de arrefecimento é composto por uma mistura de água destilada e o aditivo especificado pelo fabricante e o seu nível não deve ultrapassar a indicação máxima no reservatório de expansão. Com o aquecimento do motor ocorre a expansão do fluído que não deve entrar em ebulição e o aditivo contribui com esse fator.

 

Para aumentar o ponto de ebulição da água até mais ou menos 130°C existe a válvula de texturização instalada na tampa do reservatório de expansão que se abre quando ultrapassar a pressão permitida.

Quando o motor atinge a temperatura máxima permitida entra em funcionamento o eletro-ventilador que aumenta a massa de ar circulante através da colmeia do radiador controlando esse limite de temperatura para evitar danos ao motor. Nos carros mais atuais, esse controle é feito pelo módulo de injeção eletrônica.